Páginas

Mostrando postagens com marcador About me. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador About me. Mostrar todas as postagens

A estrela que guia o barquinho

Náh, lá no fim do céu está sua estrela,
Que guia o barquinho no fundo do mar...
Uma luz tímida e meiga,
Ouço daqui, seu som suave, sereno
E vou me perdendo nesse mar sem fim...
E lá, lá está, nah: a estrela. está! e lá vai...
seu brilho,  suaveee, refletindo a luz intensa,
e clara, mas de forma suave, como se não quisesse ser percebida;

Mas seu encanto vem, para guiar o pequeno barquinho que está bem alí, no infinito mar...
Náh reflete sua luz como poesia nas ondas do mar, e a lua, vem ajudar a desenhar o traço cintilante nas ondas que balançam como música. E lá está, náh... e lá vai, a estrela deixando seu marcante e tímido traço de luz  para guiar o barquinho, que segue o seu rastro de luz;
Música e poesia.

|Escrito por Gabriel Revlon
***
Ganhei do Gabriel, adorei muito =)
 (meu nome significa: a estrela que guia o barco)

Amadurecência

Aceitar a realidade do jeito que realmente é, para muitas pessoas não é algo fácil. Tem momentos que precisamos levar baldes de água fria para entender e aceitar os fatos e acontecimentos ao nosso redor. Apanhar dói, machuca e causa sofrimento, mas corrige e desentorta. Um bom conselho, elogios, palavras bonitas são sempre bem vindas. Sermões, palavras duras e ásperas sempre nos abatem. Receber estimulos de pessoas é algo louvável, é muito bom conversar com amigos e amores. Isso tudo acaba ajudando a resolver os problemas de uma forma coerente e direta. Usando sempre a razão para acertar, ensinar e administrar os sentimentos e a emoção. Tudo no inicio é sempre complicado, difícil, desestimulante e impossível. Por isso que é bom ter amigos, sorrir e não se preocupar em demasia. E no final de tudo, amadurecer para a vida não é um bicho de sete cabeças e ser adulto não é tão difícil como parece ser.

Rotina

Cinco horas da manhã, levanta se espreguiça e segue ao banheiro, olha-se no espelho e vê o rosto marcado do travesseiro não tão novo assim. Escova os dentes, toma um banho gelado e se veste e prende o cabelo que todos os dias acorda de mal humor. Bom dia a todos, café morno com leite frio e um pão com manteiga. Seis e quarenta e cinco, tchau a todos.

Sobe uma ladeira um pouco cansativa, o mesmo homem desce todos os dias com um bigode que o deixava parecido com Seu Madruga, do Chaves. Sempre imaginava lugares toscos de onde aquele homem chegava ou ia. O mesmo caminho, não tinha outro. Chega ao ponto de ônibus, a mesma mulher mal encarada, seu nariz era estranho, amassado, devia ser cristã. Cabelo preso, roupas compridas e olhava de cima a baixo todas as mulheres e alguns homens que passavam. Ficava imaginando o que aquelas pessoas faziam, e quando algum olhava para ela, desviava o olhar, fechava a cara e tornava a ter outros pensamentos. Também havia um rapaz moreno de olhos verdes que parecia ter medo de gente, sempre se isolava e ficava longe do ponto de ônibus. Havia a moça tagarela e conversava com todos e uma mulher com uma filhinha linda porém espevitada e inquieta, o que a deixava chata.

As mesmas pessoas chegavam, sabia os horários de todos os ônibus antes do que ela esperava. E finalmente ele chegou, as pessoas se empurravam para entrar, mas não havia bancos vazios não sabia o motivo de tal pressa, ela era sempre a ultima a entrar. Bom dia cobrador. O fundo seu lugar, não gosta da frente, todos vão para lá, detesta o meio onde algum acima do peso empaca, prefere o fundo, mais vazio, e em pé até seu caminho. E no fundo estavam seus amigos onde conversava sobre livros, filmes e as matérias da escola. Eles desciam e ela ficava presa novamente aos seus pensamentos fúteis e inúteis.

Finalmente depois de dez minutos é hora de ela descer, o mesmo lugar. Estudar, conversar, atenção para não se confundir. Terminou. Onze e cinquenta e cinco vai novamente pegar o coletivo e voltar para casa. Doze horas e trinta minutos, muita fome. Almoça, toma um banho e faz as atividades. O resto da tarde é dedicada a coisas não muito importantes, Orkut, MSN, musica e um novo treco da internet, um tal de tiuiter, tuiter, tititer, twitter, não sei o que.
Oito horas da noite, banho, café quente com leite frio e dois pães, um pedaço de melancia, escovar os dentes e dormir para amanhã começar tudo outra vez.

• Ações e reações

O calor estava insuportável naquela tarde, 31°, o coletivo ainda estava vazio quando um rapaz elegante encostou perto de mim fazendo menção de dirigir a palavra a mim e suei frio com aquela atitude, não o conhecia, talvez respondesse o que ele iria me perguntar, mas ele não iria falar comigo, falou com uma senhora conhecida na sua frente. Vocês agora se perguntam do porque dessa minha atitude um tanto indiferente. Ele tinha uma espécie de síndrome de down (falo porque tenho um parente que possui isso), mas quase não se notava, apenas pela sua fala embolada. Estava com um livro fechado em cima do meu colo e de repente ele olhou para mim e em seguida para o livro e depois para mim de novo. De repente fiquei com o rosto avermelhado, suei de novo mas de constrangimento pelo que se passou na minha mente, podia sentir os olhares de desprezo lançados a ele e ele simplesmente sorriu. Olhou para mim de novo e disse "Ótimo livro" e foi sentar em seu lugar novamente.

Nunca me senti tão idiota na minha vida, como pude ser tão... sei lá, foi ridícula a minha atitude, um tanto preconceituosa pelo simples fato daquele rapaz querer falar comigo. Meu primo que também é especial, ele é uma pessoa super carinhosa e meiga - como aquele rapaz foi ao dizer sua opinião sobre meu livro -, certa vez meu primo, que é bem mais velho que eu, já me pediu em namoro, já pediu a própria tia pra casar, enfim, apesar disso nada atrapalhou mas é difícil se lidar com a situação, mas quando você conhece a pessoa a bastante tempo se tem aquele convívio e você pode conversar com ela e tal. Mas, quando vemos pessoas especiais assim pensamos sobre os preconceitos que ela, de um certo modo, sofre e quando essas pessoas não nos conhece e se prontificam a falar conosco, reagimos de um modo diferente - não sei as outras pessoas. Me senti envergonhada com aquela situação, me rebaixei ao nível das pessoas que comentavam e lançavam olhares desagradáveis a ele. Apesar de tudo, quando saí do ônibus e ele ainda estava lá olhei para ele e sorri, meio que pedindo desculpas pelo ocorrido e ele sorriu de volta me recomendando ler A menina que roubava livros, após isso fui para o colégio e tentei esquecer o fato mas com um grande aprendizado...

Não importa se a pessoa é feia ou bonita, se é alta ou baixa, se é especial ou comum, o importante não é julgar e sim aprender. Talvez um pouco sem lógica, mas o importante mesmo é deixar esse tipo de coisa pra trás e aprender com eles, aprendi e aprendo muito com meu primo e principalmente com um rapaz que nunca vi na vida e me recomendou um bom livro para ler. Infelizmente fico triste por essas coisas acontecerem nos dias de hoje, mas tenho esperanças de que isso tudo um dia não existirá mais.